Ana Sales

    Ana Sales

    Marabá (PA)

    Comentários

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    Ana Sales
    Ana Sales
    Comentário · há 8 anos
    A coisa me parece tão simples, mas já vi que não é clara para todos.

    Vou explicar de forma muito fácil de entender para quem realmente estiver interessado. Para os outros não há remédio.

    POR QUE A MORTE DA VEREADORA ESTÁ CAUSANDO TAMANHA COMOÇÃO quando há tantas outras pessoas morrendo pela violência no Rio?

    A vereadora não morreu por bala perdida, a vereadora não morreu num roubo seguido de morte, a vereadora não morreu por dever dinheiro a traficante... A vereadora não foi mais uma vítima da violência cotidiana no Rio de Janeiro.

    Arrastões, assaltos, latrocínios, tiroteio, bala perdida, são a violência cotidiana do Rio. Cada pessoa vítima dessa violência é igualzinha à outra. Pode morrer uma faxineira, uma vereadora, uma executiva, uma dona de casa... Qualquer dessas mortes é uma tragédia nas vidas dos parentes e amigos da vítima.

    A vereadora não foi vítima dessa violência cotidiana do Rio.

    O quadro da violência no Rio de Janeiro é muito complexo — há traficantes, há milicianos, há meros assaltantes, há políticos mafiosos, há juízes mafiosos, há procuradores e promotores agindo a favor do crime organizado. Diante desse quadro, não é só colocar policiais nas ruas pra resolver o problema de segurança no Rio. A solução é muito mais complexa que isso.

    Quando o crime está infiltrado no Estado (na política, no judiciário, na polícia, no Executivo), a solução não vem do policiamento ostensivo. É preciso lutar em diversas frentes e, PRINCIPALMENTE, desmantelar o crime organizado.

    De alguma forma precisa-se identificar e frear as autoridades que agem a favor do crime. Essas autoridades são muito mais importantes para a manutenção da violência no Rio do que um assaltante ou um traficante.

    A execução de qualquer pessoa com papel de destaque na luta contra o crime organizado tem um significado muito diferente da morte de um de nós pela violência cotidiana do Rio.

    A vereadora foi EXECUTADA para parar de lutar contra o crime organizado. Ela não morreu de bala perdida, ela não morreu num assalto seguido de morte, ela não morreu por ter mexido com a mulher do vizinho. A vereadora não foi apenas mais uma vítima da violência no Rio.

    Se essa MESMA vereadora tivesse morrido num assalto no Rio de Janeiro, não haveria a comoção que estamos vendo. Sim, sua morte teria sido apenas mais uma morte. Não teria importância se era negra, mulher, vereadora, lésbica, policial, dona de casa, executiva, faxineira...

    O crime organizado EXECUTOU alguém que tinha considerável poder na luta contra o crime.

    A vereadora foi assassinada por estar tentando pôr fim ao crime organizado.

    O crime organizado passou uma mensagem: não entre no nosso caminho! Não importa quem você seja, nós o matamos se você interferir no nosso jogo.

    Foi uma intimidação a todos que querem ver o fim da violência no Rio.

    A morte da vereadora não foi só mais uma morte da violência cotidiana no Rio.

    (Marcelo Baldez Américo)

    Concordo plenamente com Marcelo Américo e acrescento que caluniar, difamar ou injuriar uma pessoa EXECUTADA porque lutava contra o crime é compactuar com o criminoso. Esse caluniador, difamador ou injurioso é cúmplice do crime e será denunciado como tal.
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    Ana Sales
    Ana Sales
    Comentário · há 8 anos
    Discordo do articulista quanto à ideia de que se trata de "investir mal o dinheiro de nossos impostos", porque os legisladores estariam legislando sobre futilidades. Em analogia: deveria ser uma futilidade afirmar que matar pessoas não é útil à convivência em sociedade, mas foi necessário que alguém legislasse sobre isso, para que se tornasse uma conduta criminosa.
    Do mesmo modo, veja quantos comentaristas se predispõem a manter a cultura da idolatria do ego de alguns (não apenas servidores públicos, que fique claro), afirmando que essa lei é inútil porque eles gostam de agir assim, numa clara inversão de valores.
    Se você gosta de mostrar subserviência (não confunda com respeito ao próximo) é seu direito fazer isso. Mas essa lei vem para amparar as pessoas que efetivamente respeitam o próximo mas que não precisam ou não querem mostrar-lhe subserviência usando de salamaleques inúteis, e que são retaliadas por isso com todas as armas que o pretenso merecedor tem ao alcance (seja por engavetamento, indeferimento, ou apenas esquecimento de direitos, mesmo). É um primeiro passo para conter o abuso de quem tem poder para abusar.
    Mas o principal nessa grita dos subservientes é: o fato de você achar que é uma questão de educação e respeito não faz disso uma verdade. Ao contrário, mostra apenas que isso lhe foi imposto por tanto tempo, que você acha que é natural. Não é natural que um bacharel ou mestre exija ser denominado doutor, e quem lhe atribui essa titulação chamando de "respeito" está sendo apenas ignorante ou mentiroso. A finalidade dessa mentira, já sabemos: satisfazer o ego de alguém para que seus interesses sejam, ao menos, apreciados.
    Aplaudo esse projeto de lei, e torço para que outros mais sejam feitos para conter o abuso de autoridade.
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    Eduardo Kulaif, Advogado
    Eduardo Kulaif
    Comentário · há 9 anos
    Concordo, Guilherme... A maioria dos pontos alterados é absurda! Mi mi mi é esse blá blá blá de que, com a reforma, os empregados estarão mais livres para negociar com os patrões. Esquecem que, para negociar, é preciso ter poder de negociação. E poder de negociação está diretamente ligado, neste caso, a poder e liberdade econômica/financeira, status social, capacitação profissional, etc. Empregado no Brasil (falo da massa e não de executivos no topo da pirâmide) não tem poder algum para negociar com empregador. Na prática, o que veremos, é a imposição, sem qualquer negociação, por parte do empregador aos empregados, de toda e qualquer condição prejudicial com relação à lei que está sendo alterada. Utilizarão todas os benefícios que reduzam custo, responsabilidade e riscos e imporão tudo isso a quem quiser e precisar trabalhar. E, não gostou, suma, porque atrás de você há uma fila imensa de desesperados por um salário mínimo (ressaltando que até o salário mínimo não é mais garantido em certos casos), dispostos (leia-se "obrigados") a aceitar toda e qualquer imposição a quem detenha o capital e imponha suas vontades sem qualquer negociação.
    As alterações são lindas!!! Mas servem em países ricos, em que o empregado tem poder de, se não negociar, vou trabalhar pro concorrente que me valorizará. Serve também para empregados executivos com salários que representam a exceção no mercado de trabalho brasileiro. Serve apenas em países em que há "concorrência" entre empregadores e lugares onde a cultura trouxe uma melhor consciência social e humana...no Brasil, isso não existe.
    Estas alterações apenas servem para legalizar o modo como o empresariado brasileiro já lida (hoje, ilicitamente) com a mão de obra.
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